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PAÇO DOS RIBAFRIAS

 Localização

Rua Consigliéri Pedroso, Sintra ("Vila Velha"), freguesia de São Martinho

Memória descritiva

O Paço dos Ribafrias, erguido em plena Vila de Sintra na primeira metade do século XVI, é composto por três corpos dispostos em U.
Na austera fachada deste paço notam-se alterações ocasionadas por diversas campanhas de restauro. Assim, evidenciam-se, para além das janelas manuelinas, outras de cunho já pombalino. O acesso ao pátio interior processa-se através de um portão circundado por uma singela cantaria chanfrada.
Deveras significativo é o átrio abobadado, cujas ogivas assentam num complexo jogo de arcos e nervuras, nascidos dos diversos ângulos: este átrio encontra-se igualmente ornamentado cam tímpanos de temática medieval, enquanto os fechos de abóbada se apresentam já concebidos segundo as renovadas concepções artísticas da época. Destaca-se ainda a existência de dois arcos de volta perfeita, suportados por colunas e capitéis italianizantes, e ornamentados com volutas e carrancas: no capitel central destaca-se a seguinte inscrição:
«Esta obra fez Pero Paixão no anno de myl e quinhêtos XXXIIII annos».
Um outro átrio, também abobadado por ogivas nervuradas, dá acesso à escada que conduz à grande loggia. Nesta loggia, de estilo marcadamente renascentista, destaca-se uma fonte com baldaquino, parcialmente revestida por bonitos a azulejos mudéjares. Relevante é também a pequena colunata em L. Uma luxuriante vegetação completa este agradável cenário renascentista.
No mesmo friso existe uma outra loggia de menores dimensões, mas igualmente graciosa. Aí a gramática decorativa renascentista caracteriza-se, no entanto, pela sua sobriedade.
Na sala de jantar, bastante adulterada, subsiste um pequeno espaço delimitado por três arcadas de volta perfeita, no mais puro estilo da Renascença, encimadas por dois medalhões em alto-relevo esculpidos na tradição de Chanterene.
- A Capela - desde há muito fechada e esvaziada de todo o seu recheio - encontra-se estruturalmente integrada numa das alas do edifício; a sua traça arquitectónica revela um vincado sabor manuelino.

Memória histórica

Gaspar Gonçalves, de origens humildes mas detentor de fortuna apreciável, beneficiou da confiança da Casa Real, o que lhe permitiu fazer uma exemplar carreira. Assim, em 1518, El Rei D. Manuel designou-o porteiro-mor da câmara real, posto que o obrigou a estabelecer-se com carácter quase permanente em Sintra. Assim, no ano de 1534, Gaspar Gonçalves ergueu, perto do Paço Real, a sua casa e capela.
Mais tarde, concretamente em 1541, já sob D. João III, foi-lhe outorgado o título nobiliárquico de Senhor de Ribafria; e, em 1569, recebeu o cargo de alcaide-mor de Sintra, lugar que durante várias gerações foi exercido por membros da sua família.
André Gonçalves, filho de Gaspar Gonçalves, veio a casar com D. Luísa de Albuquerque, facto que contribuiu sobremaneira para a consolidação da nóvel linhagem dos Ribafrias. Foi também na casa da Vila que nasceu André de Albuquerque Ribafria (bisneto do primeiro Ribafria), militar distinto, morto em 1659 no cerco de Elvas, aquando da Guerra da Restauração.
Porém, em 1727, Pedro de Saldanha Castro Ribafria vendeu o seu paço a Paulo de Carvalho de Ataíde, arcipreste da Santa Igreja Patriarcal, que o legou ao sobrinho, Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e Marques de Pombal, ministro plenipotenciário de D. José I e grande obreiro da reconstrução de Lisboa - após o terramoto de 1 de Novembro de 1755. Desde então, o Paço dos Ribafrias - também conhecido por “Casa Pombal” - tem permanecido na posse da família Melo.

In "Sintra Património da Humanidade"

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