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A região de Sintra possui um dos mais ricos acervos monumentais da civilização megalítica. É o fabuloso conjunto de Tholoi, monumentos funerários do Neolítico; as várias antas e dolmens espalhados pelo Concelho; os menires, sobretudo a estação da Barreira, aliados a uma série de vestígios de grande importância arqueológica. Mas, para se obter uma visão mais alargada dessas recuadas épocas da História do Homem em território sintrense, bem como do período da romanização, merece visita atenta o Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas.
Também o habitante autóctone dos campos rurais de Sintra apresenta, pela sua cultura muito própria, as suas tradições e o seu modus vivendi, particularidades interessantes. O chamado Saloio, termo que deriva do árabe çahrói, ainda vive ao ritmo da Natureza, entre o mar e a Serra, com a sua arquitectura popular a prolongar a paisagem, o folclore rico e variado, o artesanato local de características ancestrais, onde se destacam os vimes e os barros. Exímios na arte milenar de trabalhar e transformar a pedra em obras de arte, sobretudo o mármore e o granito, com particular destaque para as Freguesias da Terrugem, Pero Pinheiro e Montelavar, a cantaria e as rochas ornamentais são hoje indústrias de peso na economia da região. Mas aquilo que mais se sente nas charnecas de Sintra é que o Homem é a Natureza, porque vive de acordo com ela. |
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