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Sobre a Recuperação do Palácio de Monserrate

Após cerca de meio século de abandono, o edifício apresentava danos muito profundos, pelo que, a 1ª fase das obras levada a cabo pela Sociedade Parques de Sintra Monte da Lua, SA, teve como objectivo prioritário a recuperação e restauro da cobertura e fachadas, resolvendo os problemas mais graves de segurança estrutural e de infiltrações de água. Representando um investimento de cerca de 1.3 milhões de euros, esta intervenção procurou manter tudo o que era possível manter, reparar e restaurar tudo o que necessitava de ser reparado e restaurado, exceptuando-se alguns casos em que a reparação era impossível mas, procurando sempre o respeito pelo material que existia e a sua forma de aplicação.

A empreitada foi consignada em 18 de Junho de 2001, com um prazo de execução inicialmente previsto de 11 meses. Foi suspensa em 02 de Janeiro de 2002 e foi reiniciada em 18 de Dezembro de 2003, estabelecendo-se novo prazo para conclusão de 7 meses.

Esta 1ª fase de intervenção foi concluída incluindo os pavimentos interiores no Torreão Sul, situação inicialmente imprevista e que se tornou necessária e possível de integrar ainda nesta 1ª fase.

Baseando-se num projecto desenvolvido sob responsabilidade do IPPAR destacam-se os seguintes objectivos:

-  A recuperação das coberturas incluindo revestimento das estruturas (anteriormente em chapa de chumbo e posteriormente preconizada a alteração para revestimento em telhas tipo romanas conforme determinado em reunião de obra e de acordo com opinião do IPPAR) no sentido de proteger sumariamente o edifício da acção das águas e travar a sua degradação;

-  A reparação do revestimento exterior das paredes exteriores com a finalidade de constituir uma envolvente saudável que permita posteriormente projectar o restauro do interior ao nível da arquitectura e especialidades, sendo importante a decisão sobre o futuro uso do Palácio e suas funcionalidades;

-  Reparação das estruturas de madeira das coberturas e dos pavimentos subjacentes tendo-se no decurso da obra detectado algumas situações de estruturas de madeiras degradadas que inicialmente não era possível detectar e onde se demonstrou necessário intervir;

-  Recuperação de peças metálicas que constituem elementos de reforço ou ligação entre elementos estruturais de madeira e de peças metálicas de caleiras, algerozes e tubos de queda;

-  Recuperação do revestimento em plaquetas de chumbo,

-  Reparação de elementos de pedra,

-  Reparação de elementos decorativos não estruturais na cobertura,

-  Reparação de pinturas de chumbo, madeira e ferro;

-  Recuperação de coberturas em terraço ou telhados de telha romana,

-  Reparação de clarabóias;

-  Desmontagem da cobertura provisória.

Posteriormente a esta intervenção, a Câmara Municipal de Sintra procedeu à instalação de um sistema de iluminação nocturna, que tal como a abertura de vias para Galamares (durante anos o Palácio não se via, submerso que estava pela vegetação) se tornaram num importante elemento adicional de valorização paisagística.

A 2ª fase de intervenção terá como objectivo a recuperação e restauro interior do Palácio, prevista para 2006/2008, estimando-se para isso um investimento de cerca de 3,8 milhões de euros. Encontra-se em estudo por parte das diversas entidades intervenientes e representadas numa comissão de acompanhamento das intervenções no Palácio e Parque, a definição do futuro uso e respectivo programa preliminar, que permitam dar sequência ao desenvolvimento dos projectos conducentes ao lançamento e execução da empreitada que irá constituir a 2ª fase da intervenção. As funcionalidades que se vierem a criar com o objectivo de valorização e revitalização do espaço, deverão sobretudo permitir devolver ao Palácio e ao Parque a sua dignidade e importância, enquanto património arquitectónico, ambiental e paisagístico, respeitando a sua imagem e exigindo a manutenção dos princípios de reabilitação e restauro.

Outras intervenções na envolvente do Palácio

Durante os dois últimos anos fizeram-se obras de beneficiação dos caminhos de circulação interna do Parque, numa empreitada de 47,2 mil euros.

Foram e continuam a ser executados trabalhos de recuperação de espaços verdes, recorrendo aos meios próprios da empresa, nomeadamente as equipas de jardinagem e de cantoneiros de limpeza florestal, coordenados por um engenheiro florestal e um arquitecto paisagista.

Os visitantes passaram a ter acesso ao interior do palácio em visitas conduzidas pelos guias da empresa.

Nas instalações têm-se realizado assembleias e colóquios organizados pela Câmara Municipal de Sintra e pela Associação de Amigos de Monserrate. Esta associação tem aqui a sua sede, acompanhando, no âmbito da já referida Comissão Consultiva, todos os trabalhos realizados pela empresa, e realizando intervenções como a do restauro do Roseiral por acordo com a empresa.

Educação ambiental

A equipa de guias da empresa Parques de Sintra - Monte da Lua realiza, além das visitas guiadas, uma série de acções de educação ambiental em que participam nomeadamente escolas.


 



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