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Parque da Liberdade

Anunciada a aquisição do Parque Valenças em 1936 pela Comissão de Turismo de Sintra, com o propósito de dotar Sintra de um Parque Público, ela viria a concretizar-se no ano seguinte (1937), tendo sido entusiasticamente saudada pelos populares.

A inauguração, essa, teve lugar no início de Julho desse ano, no âmbito de uma cerimónia com pompa e circunstância, tendo contado com a presença do então presidente da República, General Carmona e sido secundada pelo júbilo popular.
Objecto de melhoramentos vários e de um processo de contínuo embelezamento, voltaria a ser notícia em Agosto de 1939, para destacar o campo de ténis e a inauguração do “campo de patinagem”. Não sendo dos maiores, com uma superfície de 450m2, ou seja o mínimo exigível para desafios de hóquei em patins, anunciava-se para breve a realização de jogos com equipas de nomeada.



A alegria e o prazer daqueles que durante a tarde deram azo aos treinos de patinagem terá sido estonteante.
E de facto até há 12 anos atrás o Hockey Clube de Sintra lá treinou, lá jogou, lá enfrentou equipas rivais, lá construiu os méritos que foi granjeando.

Em Maio de 2006, foi o local escolhido para os jogos comemorativos do seu 60º aniversário, entre veteranos e entre infantis, com a evocação dos momentos vividos no ringue do Parque.
Curiosamente a patinagem livre com patins em linha – tão do agrado dos mais novos - regressou ao Parque no dia seguinte, restaurando uma prática que o tempo interrompeu e lá se manterá até final de Setembro, abrindo tal possibilidade aos sábados, domingos e feriados.

Anfitrião ainda de iniciativas várias, são sempre novas as razões  que incrementam a visita a um espaço de eleição.
Acredita-se que um novo brilho se empresta ao Parque da Liberdade, e que sejam mais, que sejam muitos, a fruir daquilo que nele se oferece.



E aquilo que nele se oferece é também um enquadramento invejável, com um coberto vegetal natural e com uma estética, uma paisagem e um conjunto de interacções que permitem um variado número de nichos ecológicos incrementando a biodiversidade.

Quando se passeia pelo Parque da Liberdade, tem-se mais de 4 centenas de árvores, de 60 espécies diferentes, por companhia. Elas crescem, florescem, mudam de fisionomia... na esperança, também, de que as pessoas notem as diferenças.

Horário de funcionamento:

Das 10H00 às 18H00 de Outubro a Março
Das 10H00 às 19H00 a partir de 1 de Abril
Das 10H00 às 20H00 aos fins-de-semana e feriados, entre Junho e Setembro

 

PARQUE DA LIBERDADE
O coberto vegetal do Parque da Liberdade é caracterizado por um desenvolvimento essencialmente natural, com uma estética, uma paisagem e um conjunto de interacções que permitem um variado número de nichos ecológicos incrementando a biodiversidade.
É de 410 a população residente no Parque, distribuídas por mais de 60 espécies diferentes.

Essências arbóreas do Parque da Liberdade e número total de exemplares por espécie:
• Abeto-grego (Abies cephalonica) – 2
• Bôrdo (Acer campestre) – 4
• Ácer (Acer pseudoplatanus) – 14
• Castanheiro-da-Índia (Aesculus hipocastanum) – 4
• Castanheiro-vermelho-da-Índia (Aesculus x carnea) – 1
• Castanheiro-vermelho-da-Índia (Afrocarpus mannii) –1
• Araucaria-da-queenslândia (Araucaria bidwillii) – 3
• Araucaria-de-norfolk (Araucaria heterophylla) –3
• Braquiquitom (Brachychiton populneum) –1
• Castanheiro (Castanea sativa) – 4
• Casuarina ( Casuarina equisetifolia) –5
• Cedro-do-himalaia (Cedrus deodara) – 1
• Olaia (Cercis siliquastrum) –3
• Camecipáris-do-oregon (Chamaecyparis lawsoniana) –19
• Camecipáris obtusa (Chamaecyparis hinoqui) – 1
• Camecipáris (Chamaecyparis sp. cf pisifera ) – 3
• Camecipáris (Cinnamomum sp., cf zeylanicum) – 1
• Criptoméria (Crytomeria japonica) – 2
• Cipreste-do-buçaco (Cupressus lusitanica) – 9
• Cipreste-da-califórnia (Cupressus macrocarpa) – 8
• Oliveira-do-paraíso (

 


Data de 1936 o anúncio da aquisição do Parque Valenças pela Comissão de Turismo de Sintra, com o propósito de dotar Sintra de um Parque Público, tendo o facto merecido uma manifestação de regozijo, com lugar a 24 de Junho e dirigida pelos populares à Câmara Municipal e à Comissão de Iniciativa e Turismo, conforme se vê noticiado pelo Jornal de Sintra, na sua edição de 5 de Julho desse ano.

Classificado como um grande melhoramento, preencheria aquilo que se considerava uma lacuna, porquanto: “(...) não estava certo que, sendo esta vila conhecida pela terra dos jardins e das flores, não tivessem os seus habitantes e os turistas  um Parque Público, onde pudessem passear ou descansar das suas fadigas (...)”.

A assinatura da escritura de aquisição em 1937, permitiria que os portões se vissem franqueados no dia de Natal, o que suscitou grande ajuntamento de pessoas na Praça da República, que assistiram à queima de “(...) algumas centenas de foguetes estrepitosos e à actuação da Banda da União Sintrense (...)”.

Mas a inauguração do Parque teve lugar no início de Julho desse ano, tendo contado com a presença do então Presidente da República, General Carmona, no âmbito de uma cerimónia com pompa e circunstância e secundada pelo júbilo popular.

Em Agosto de 1939 voltaria a ser notícia, para saudar os melhoramentos entretanto introduzidos, com um especial destaque a caber ao campo de ténis e ao então inaugurado campo de patinagem. Não sendo dos maiores, com uma superfície de 450m2, ou seja o mínimo exigível para desafios de hóquei em patins, anunciava-se para breve a realização de jogos com equipas de nomeada.
A alegria e o prazer daqueles que durante a tarde deram azo aos treinos de patinagem terá sido estonteante.

 

PARQUE DA LIBERDADE – Comemoração do 70º aniversário

O Parque da Liberdade fez 70 anos em 2007!
Um Parque que ao longo da sua já longa vida, tantos viu já crescer, brincar e passear, sendo palco de tantas recordações, algumas delas marcantes, contou, por ocasião da comemoração desse aniversário,  com uns visitantes especiais.
Comemorando-se a 4 de Julho o 70º aniversário do Parque da Liberdade como parque municipal, foi programada, para o marcar:
- A inauguração de uma exposição;
- o baptismo simbólico de 70 novas cameleiras que ganharam os nomes de outros tantos padrinhos com 70 anos (ou mais)

Exposição
15 esculturas de grande porte da autoria de Gandhy Piorski, representando animais e construídas a partir da técnica de papietagem (revestimento do “esqueleto” de arame com camadas de papel para formação do “músculo”), naquilo que é também um bom exemplo de arte a partir da reciclagem.
Os Bichos de visita ao Parque era o seu título;

Foi, pois, com prazer que convidámos as pessoas a visitá-la e a deixarem-se surpreender com o elefante, o burro, o rinoceronte ..... e mais uns tantos, num total de 15.

Depois da retoma da patinagem ( que se manteve até 30 de Setembro), da dinamização de novas modalidades aos domingos (das 10H00 às 11H00 e também até àquela data), à escolha do Parque como palco para lá termos realizado a acção com que se marcou a comemoração do Dia do Ambiente (a 3, 4 e 5 de Junho), foi agora a vez de o brindarmos com um presente especial.
A exposição manteve-se até ao final de Outubro para ser desfrutada por todos quantos se deixaram seduzir por este convite. E foram muitos!
Acreditamos que estamos a contribuir para lhe dar um novo fôlego!

 


 

 

 

Baptismo de cameleiras
Para oferecer contornos passíveis de revestirem alguma originalidade, decidiu-se que a cerimónia para marcar tal efeméride contemplasse uma 2ª vertente, que se traduziu num baptismo simbólico de 70 novas cameleiras que tiveram como padrinhos outras tantas pessoas com 70 anos (ou mais), tendo recebido o seu nome.

Foi-lhes proposto que visitassem o Parque e descobrissem as esculturas expostas da autoria de Gandhy Piorsky, através de uma animação alusiva.
Procedeu-se, depois, ao simbólico baptismo das 70 cameleiras compradas e já plantadas no Parque, como oferta também simbólica pelos seus 70 anos e às quais foi dado o nome dessas 70 pessoas convidadas.

Formulou-se ainda convite a instituições de apoio à infância, para participarem com grupos de crianças na descoberta daqueles novos visitantes do parque, ainda que tal visita se tivesse feito, desfasada da do grupo de adultos, porquanto a abordagem foi distinta;

A reunião dos dois grupos no espaço teve lugar no espaço do ringue, onde decorreu um lanche e no âmbito do qual se cantaram os parabéns ao Parque, com bolo alusivo, que foi distribuído pelos convidados.

 

Parque da Liberdade

“ Relatório sobre a edição de 2007 da Patinagem”

• Dinamizar a fruição do Parque da Liberdade através do seu ringue;
• Oferecer uma actividade lúdica transgeracional, uma vez que se dirige a toda a família;
• Fidelizar os utentes do parque, levando-os a descobrir o tanto que tem para oferecer;
Foram os objectivos que presidiram à retoma da patinagem no Parque da Liberdade em 2006 e que alimentaram a proposta para a sua continuidade e enriquecimento em 2007.

Pelos números que mensalmente foram sendo partilhados pela Okmania e pelo relatório da nova iniciativa lançada este ano e que deu pelo nome de “À Descoberta do Parque”, cujos resultados oportunamente apresentámos, fomo-nos apercebendo que a adesão era crescente, pelo que nos parece legítimo concluir que os objectivos enunciados foram amplamente alcançados.



Foram 4.183 os aderentes às actividades que decorreram no Parque.

Permitimo-nos fazer algumas reflexões a este respeito:
- Em matéria de fidelização, houve a percepção de que foram muitas as pessoas que, tendo participado em 2006, voltaram, muitas delas semanalmente; o que é um indicador do agrado da actividade e não fruto do efeito-novidade;

Em 36 dias de efectivação – e não 45, uma vez que foram 9 os dias cancelados, por razões de ordem atmosférica – foram 3.819 os patinadores, o que significa, comparativamente ao ano transacto, um acréscimo no número global, apesar de terem sido menos os dias (3.682 em 41 dias versus 3.819 em 36 ). De referir que neste contingente se incluem os patinadores que procederam ao aluguer de patins (1.223), aqueles que aderiram sendo portadores de patins próprios (1.032), os que patinaram no âmbito do projecto “À Descoberta do parque” (1.219), os que comemoraram com a patinagem o seu aniversário (76) e aqueles que marcaram aulas durante os fins-de-semana (269).

- Foram ainda 367 as pessoas que aceitaram o convite para prática das modalidades que aos domingos, antecedendo a patinagem, marcaram o ritmo: body balance, body combat, body attack e ginástica sénior.

Iniciada a temporada da patinagem a 5 de Maio, se circunscrevermos os números apenas aos dias marcados, ou seja, fins-de-semana e feriados, o número foi de 2.580 patinadores, resultando numa média de 72 patinadores/dia, podendo assim discriminar-se:

Maio
5 dias (5,6, 12, 13 e 26)
3 dias cancelados
362 patinadores; média de 72,6/dia
Junho
8 dias (2,3,7,9,23,24,29 e 30)
1 dia cancelado
632 patinadores; média de 79/dia
Julho
8 dias (1,7,8,14,21,22,28 e 29)
1 dia cancelado
612 patinadores; média de 76,5/dia
Agosto
7 dias (4,5,11,12,18,19 e 26)
2 dias cancelados
424 patinadores; média de 60,5/dia
Setembro
8 dias (1,2,8,9,15,16,22 e 23)
2 dias cancelados
550 patinadores; média de 68,75/dia

São, na realidade, números expressivos, que falam por si e que remetem para um encorajamento da maior importância para quem promove e para quem dá corpo ao projecto.

Para além destes, ainda se devem tomar em linha de conta as centenas de acompanhantes que se tornaram espectadores, considerando os responsáveis  que é “(...) Muito interessante e motivador, o facto de as pessoas que numa primeira fase apenas assistem ou acompanham os filhos e netos, mais tarde se tornarem patinadores (...)”

Aliás, depreende-se que a estes resultados não será alheia a forma como os monitores da Okmania e o seu responsável em particular se têm dado ao projecto, com profissionalismo, mas com um empenho, entusiasmo e simpatia verdadeiramente cativantes, que certamente contribuirá para que  os aderentes apeteça repetir a experiência e promover a actividade.

 

Se em 2006, data em que se reatou a prática da patinagem no ringue do Parque, depois de 12 anos de interregno, a extraordinária adesão registada poderia levar a supor que ela reagia ao efeito novidade, já os resultados deste ano, a pena que as pessoas expressavam pelo facto da temporada terminar no final de Setembro e uma oferta ainda mais diversificada, com a patinagem no ménu, fazem-nos perceber que há um certo enraizamento da actividade, a representar um impressionante volte-face na tendência que parecia teimosamente adensar-se e que se consubstanciava até então no abaixamento do número de visitantes do Parque.

Sintomático é o comentário compartilhado pelos responsáveis no relatório final:
“Tal como em 2006, foram diários os elogios à iniciativa da Câmara e à maneira como se desenrolou a actividade.
Muitas destas palavras simpáticas chegaram-nos das pessoas com mais idade, que vêem, de forma nostálgica, o renascimento do ringue em que eles próprios aprenderam a patinar (...)”.

A inexistência de um bar de apoio, continuou a merecer reparos dos aderentes. Para o obviar continuámos a contar com o apoio da Sumolis, que nos brindou mensalmente com 500 unidades de bebida, entre Água Serra da Estrela e Ice Tea, que eram oferecidas à razão de uma por cada patinador.

É com satisfação que procedemos à partilha destes resultados e é com a firme convicção de que o sucesso desta iniciativa tem “rodas para andar”, que defendemos para 2008 a sua continuidade e tanto quanto possível o seu aprofundamento.

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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