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| PR 3 - Percurso do Castelo |
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4,8 Km
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Escala: 1:7.600 |
Equid: 5m |
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Descrição
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O Palácio Nacional de Sintra (1) que nos serve de referência para a saída deste percurso, é a mais importante construção áulico-realenga do país. tendo na sua origem muito provavelmente o Palácio dos Wallis Mouros, devendo-se a sua traça actual fundamentalmente a 2 etapas de obras, a primeira no início do séc. XV, com D. João I e a segunda com D. Manuel I, no primeiro quartel do séc. XVI.
Subindo a Rua das Padarias, onde fica localizada a Pastelaria Periquita (2), casa célebre no fabrico dos tão emblemáticos travesseiros de Sintra, continuamos à esquerda pelas escadinhas, até à Rua da Ferraria.
Aqui seguimos a sinalética, virando à direita, até ao Largo Ferreira de Castro (3) - início da Rampa da Pena. Subimos, passando alguns palacetes e chalets, sendo de destacar do lado direito o Chalet Biester (4) - finais do séc XIX.
Continuando a subir pelo asfalto até ao cruzamento para Capuchos e Pé da Serra, voltamos à esquerda para a estrada empedrada.
O portão do Parque da Pena, também conhecido por portão dos Lagos, é a próxima passagem, para continuarmos a subir até à zona de entrada para o Castelo dos Mouros (5) (ver caixa).
No caso de pretender visitar este monumento deverá o caminheiro munir-se de título de ingresso na bilheteira antes da passagem pela porta rotativa.
Após esta porta, e tomando a direcção para o Castelo dos Mouros, o caminho serpenteia por um misto de escadas e zonas planas.
Sempre a descer encontramos as ruínas da primitiva Capela de São Pedro (6) - séc. XII, bem como o túmulo do escritor Ferreira de Castro (1898-1974).
Chegando à Igreja de Santa Maria (7), do séc. XII, de estilo romântico-gótico de 3 naves, que sofreu ao longo dos anos várias alterações principalmente após o terramoto de 1755, seguimos pela Calçada dos Clérigos até à Fonte da Sabuga (8), de origem medieval, reconstruída em finais do séc. XVIII.
Continuando, a descer, viramos à direita para a Rua da Ferraria (9) e descemos as Escadinhas Félix Nunes (10) para regressar ao Largo do Palácio Nacional.


O reconhecimento e marcação deste PR - percurso pedestre de pequena roía marcado segundo as normas da Federação Portuguesa de Campismo - foi revisto em 2003 pela equipa técnica da Divisão de Desporto da Câmara Municipal de Sintra. As marcas com tinta, amarela e vermelha são as seguintes:
Qualquer anomalia ou alteração do percurso agradece-se o contacto para tel: 21 923 6134
CUIDADOS ESPECIAIS E NORMAS DE CONDUTA Seguir somente pelos trilhos sinalizados Evitar barulhos e atitudes que perturbem a paz do local Observar a fauna à distância, preferencialmente com binóculos Não danificar a flora e a vegetação Não abandonar o lixo, levando-o até um local onde haja serviço de recolha Respeitar a propriedade privada Não fazer lume Não recolher amostras de plantas ou rochas
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A Serra de Sintra e a faixa litoral de Cascais à foz do Rio Falcão, constitui uma área de grande sensibilidade à qual, pelas suas características geomorfológicas, floristicas e paisagísticas, foi conferido o estatuto de Área de Paisagem Protegida em 1981 tendo passado a Parque Natural de Sintra-Cascais em 1994. Um fabuloso conjunto de monumentos de épocas variadas, inseridos de forma harmoniosa no seu património natural, valeu a grande parte da encosta Norte da Serra de Sintra a classificação pela UNESCO, em 1995, de Património Mundial da Humanidade - categoria Paisagem Cultural. Em 1997 esta área foi integrada no Sítio de Importância Comunitária de Sintra-Cascais, constante da Lista Nacional de Sítios, no âmbito da Directiva "Habitats".
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Fauna
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A Serra é ainda refúgio para grande diversidade de fauna. Algumas espécies são frequentes como a geneta, a salamandra, o tritão-de-ventre-laranja, a raposa, a lagartixa-do-mato, embora nem sempre facilmente observáveis. Existem outras espécies raras e ameaçadas em Portugal, protegidas por legislação internacional, como a águia-de-Bonelli, o lagarto-de-água, a Víbora-cornuda, e a mais pequena espécie de morcegos da Europa o morcego-pequeno-de-ferradura.
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Flora
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No séc. XIX a Serra de Sintra tinha um aspecto nu, apresentando-se despida da vegetação primitiva de carvalhos, provavelmente desaparecida pelo alargamento do espaço pastoril e agrícola e pela intensificação da procura de lenha, carvão e madeira. O coberto vegetal só mais tarde foi reconstituído mas com a introdução de espécies exóticas, algumas das quais invasoras de crescimento rápido como a acácia e o pitósporo que hoje apresentam problemas para as cerca de 900 espécies de flora autóctone.
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Descrição Ambiental
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A subida da rampa da Pena e o trajecto até ao Castelo dos Mouros oferece a presença de vegetação frondosa onde se incluem carvalhos, araucárias, plátanos, fetos-arbóreos, freixos, pitósporos, acácias eucaliptos e pinheiros. Junto do primeiro portão do Parque da Pena, destaca-se um núcleo de sequóias, e junto ao portão dos Lagos a presença de freixos, carvalhos com heras e fetos-dos-carvalhos, plátanos, uma tuia e uma faia.
Já no largo da entrada para o Castelo dos Mouros repare-se nos pinheiros do Parque da Pena; do lado do Castelo dos Mouros há ciprestes e aceres. Na paisagem, tendo a entrada do Castelo do lado esquerdo, podem observar-se pitósporos, pinheiros, carvalhos, sabugueiro, eucaliptos e ciprestes, entre outros.
Relativamente à fauna deste percurso merecem referência, entre outros o andorinhão comum, o rabirruivo-preto, o pisco-de-peito-ruivo, a víbora-cornuda, a salamandra-comum e o gavião.
Um guia de interpretação ambiental mais detalhado deste percurso pode ser obtido no Parque Natural Sintra-Cascais.
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