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O largo do Palácio Nacional de Sintra (1) (Largo Rainha D. Amélia) é o local de saída para este percurso. Sendo a mais importante construção áulico-realenga do país, este Palácio Nacional tem na sua origem muito provavelmente o Palácio dos Wallis Mouros, devendo-se a sua traça actual fundamentalmente a duas etapas de obras, a primeira no início do séc. XV, com D. João I e a segunda no reinado de D. Manuel I, no primeiro quartel do séc. XVI.
Seguimos na direcção do Posto de Turismo (2), passando a Torre do Relógio (3) (séc. XVI) e a Igreja de São Martinho (4). De origem românica, provavelmente da segunda metade do séc. XII, esta igreja ficou seriamente danificada no terramoto de 1755, tendo sido posteriormente reconstruída, mantendo hoje a traça setecentista.
Tomando a estrada à esquerda, continuamos até ao Largo Dr Carlos França.
Passamos a Fonte dos Pisões (5) e a Cascata (6) com o mesmo nome para continuarmos a caminhada, e após percorrer cerca de 200m avistamos, à esquerda, a imponente Quinta da Regaleira (7), Remontando ao início do séc. XX, esta Quinta é um fabuloso somatório de estilos e construções, resultando num percurso alquímico e sagrado que importa conhecer.
Depois de contornar a Quinta da Regaleira, subimos a Rua Barbosa du Bocage, até ao Hotel Palácio de Seteais (8) (ver caixa) que nos surge pela direita.
Continuamos o caminho pela Azinhaga do Vale dos Anjos, que tem início mesmo em frente do portão principal de Seteais.
Depois de uma subida algo sinuosa e serpenteada, entramos na Rampa da Pena (9). Sendo este o ponto mais alto deste percurso, iniciamos aqui a descida pelo asfalto até ao Largo Ferreira de Castro.
Um pouco mais abaixo, descendo as escadinhas, podemos refrescar-nos na Fonte da Pipa (10), conhecida pela sua bica de água com a configuração de uma pipa de vinho e que existia já no séc. XIV. Continuando a descer, chegamos ao ponto de partida, o Largo Rainha D. Amélia.


O reconhecimento e marcação deste PR - percurso pedestre de pequena roía marcado segundo as normas da Federação Portuguesa de Campismo - foi revisto em 2003 pela equipa técnica da Divisão de Desporto da Câmara Municipal de Sintra. As marcas com tinta, amarela e vermelha são as seguintes:
CUIDADOS ESPECIAIS E NORMAS DE CONDUTA Seguir somente pelos trilhos sinalizados Evitar barulhos e atitudes que perturbem a paz do local Observar a fauna à distância, preferencialmente com binóculos Não danificar a flora e a vegetação Não abandonar o lixo, levando-o até um local onde haja serviço de recolha Respeitar a propriedade privada Não fazer lume Não recolher amostras de plantas ou rochas

A Serra de Sintra e a faixa litoral de Cascais à foz do Rio Falcão, constitui uma área de grande sensibilidade à qual, pelas suas características geomorfológicas, floristicas e paisagísticas, foi conferido o estatuto de Área de Paisagem Protegida em 1981 tendo passado a Parque Natural de Sintra-Cascais em 1994. Um fabuloso conjunto de monumentos de épocas variadas, inseridos de forma harmoniosa no seu património natural, valeu a grande parte da encosta Norte da Serra de Sintra a classificação pela UNESCO, em 1995, de Património Mundial da Humanidade - categoria Paisagem Cultural. Em 1997 esta área foi integrada no Sítio de Importância Comunitária de Sintra-Cascais, constante da Lista Nacional de Sítios, no âmbito da Directiva "Habitats".
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