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| PR 5 - Percurso das Quintas |
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4,3 Km
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Escala: 1:8.700 |
Equid: 5m |
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Descrição
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O largo do Palácio Nacional de Sintra (1) (Largo Rainha D. Amélia) é o local de saída para este percurso. Sendo a mais importante construção áulico-realenga do país, este Palácio Nacional tem na sua origem muito provavelmente o Palácio dos Wallis Mouros, devendo-se a sua traça actual fundamentalmente a duas etapas de obras, a primeira no início do séc. XV, com D. João I e a segunda no reinado de D. Manuel I, no primeiro quartel do séc. XVI.
Seguimos na direcção do Posto de Turismo (2), passando a Torre do Relógio (3) (séc. XVI) e a Igreja de São Martinho (4). De origem românica, provavelmente da segunda metade do séc. XII, esta igreja ficou seriamente danificada no terramoto de 1755, tendo sido posteriormente reconstruída, mantendo hoje a traça setecentista.
Tomando a estrada à esquerda, continuamos até ao Largo Dr Carlos França.
Seguindo em frente, passamos a Fonte dos Pisões (5) e a Cascata (6) com o mesmo nome, até chegarmos à imponente Quinta da Regaleira (7). Remontando ao início do séc. XX, esta Quinta é um fabuloso somatório de estilos e construções, resultando num percurso alquímico e sagrado que importa conhecer.
Situada do lado direito da estrada, a Quinta do Relógio (8) em estilo árabe, tem nos seus jardins abundante vegetação exótica. Nesta casa passaram a lua de mel, em 1886, D. Carlos e D. Amélia, reis de Portugal.
Do largo em frente à Quinta do Relógio, seguimos pela Rua Trindade Coelho, que nos conduz a algumas das mais belas Quintas de Sintra como a Quinta do Castanheiro (9) (ver caixa).
No final deparamos com a Quinta dos Alfinetes (10), assinalando o percurso de ida e de regresso. Voltando à esquerda encontramos mais abaixo a Quinta da Cabeça (11) e o inicio da calçada por onde vamos descer. Nesta Quinta, onde Almeida Garrett se instalava quando vinha a Sintra, foi representada uma das suas primeiras peças - o "Imprompto" de Sintra.
Depois da Quinta da Ponte Redonda (12), ponto mais longo do percurso. iniciamos o regresso até à Vila, que depois de percorrer um pouco de asfalto, passar a curva e contracurva, entramos num trilho conhecido como Mata do Carago devido à sua vegetação espontânea.
Novamente na Quinta da Cabeça, subimos até à Quinta dos Alfinetes, para tomar a direcção do Caminho dos Castanhais, onde encontramos a Quinta com o mesmo nome (13), local onde Eça de Queiroz passava as suas férias, seguindo-se a Quinta dos Mouros (14).
Na Rua Fresca (15), subindo ao fundo as Escadinhas da Pendôa, seguimos pela rua com o mesmo nome até ao ponto de partida, o Largo do Palácio Nacional.


O reconhecimento e marcação deste PR - percurso pedestre de pequena roía marcado segundo as normas da Federação Portuguesa de Campismo - foi revisto em 2003 pela equipa técnica da Divisão de Desporto da Câmara Municipal de Sintra. As marcas com tinta, amarela e vermelha são as seguintes:
CUIDADOS ESPECIAIS E NORMAS DE CONDUTA Seguir somente pelos trilhos sinalizados Evitar barulhos e atitudes que perturbem a paz do local Observar a fauna à distância, preferencialmente com binóculos Não danificar a flora e a vegetação Não abandonar o lixo, levando-o aé um local onde haja serviço de recolha Respeitar a propriedade privada; Não fazer lume Não recolher amostras de plantas ou rochas

A Serra de Sintra e a faixa litoral de Cascais à foz do Rio Falcão, constitui uma área de grande sensibilidade à qual, pelas suas características geomorfológicas, floristicas e paisagísticas, foi conferido o estatuto de Área de Paisagem Protegida em 1981 tendo passado a Parque Natural de Sintra-Cascais em 1994. Um fabuloso conjunto de monumentos de épocas variadas, inseridos de forma harmoniosa no seu património natural, valeu a grande parte da encosta Norte da Serra de Sintra a classificação pela UNESCO, em 1995, de Património Mundial da Humanidade - categoria Paisagem Cultural. Em 1997 esta área foi integrada no Sítio de Importância Comunitária de Sintra-Cascais, constante da Lista Nacional de Sítios, no âmbito da Directiva "Habitats".
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Fauna
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A Serra é ainda refúgio para grande diversidade de fauna. Algumas espécies são frequentes como a geneta, a salamandra, o tritão-de-ventre-laranja, a raposa, a lagartixa-do-mato, embora nem sempre facilmente observáveis. Existem outras espécies raras e ameaçadas em Portugal, protegidas por legislação internacional, como a águia-de-Bonelli, o lagarto-de-água, a Víbora-cornuda, e a mais pequena espécie de morcegos da Europa o morcego-pequeno-de-ferradura.
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Flora
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No séc. XIX a Serra de Sintra tinha um aspecto nu, apresentando-se despida da vegetação primitiva de carvalhos, provavelmente desaparecida pelo alargamento do espaço pastoril e agrícola e pela intensificação da procura de lenha, carvão e madeira. O coberto vegetal só mais tarde foi reconstituído mas com a introdução de espécies exóticas, algumas das quais invasoras de crescimento rápido como a acácia e o pitósporo que hoje apresentam problemas para as cerca de 900 espécies de flora autóctone.
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Descrição Ambiental
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No início do percurso observam-se frondosos plátanos. Perto da Quinta da Regaleira existem magnificas tílias e plátanos e do lado oposto (quer na Quinta do Relógio, quer integrados na paisagem) faias, sequóias, eucaliptos, ciprestes, araucárias, cameleiras, fetos-arbóreos, azevinho, palmeiras, teixo e finalmente um sobreiro classificado como arvore de interesse público.
Perto do segundo portão da Quinta dos Alfinetes há dois belos medronheiros. Na Quinta dos Frades há uma interessante alameda de ciprestes.
Na calçada após a Quinta da Cabeça observa-se, imediatamente à direita, aroeira em regeneração, seguem-se exemplares de cipreste-do-Buçaco, eucaliptos, carvalhos, oliveiras e zambujeiros, carrasco, medronheiros, pinheiros, pilriteiro, carvalhos e, finalmente, choupos.
A vegetação rasteira inclui muitas espécies aromáticas e medicinais, como por exemplo, o funcho, a pervinca e a erva-de-São-Roberto.
No caminho de regresso, perto dos portões da Quinta dos Castanhais há castanheiros bastante antigos. Ao longo do muro do lado esquerdo, existem nogueiras e, num plano posterior, algumas oliveiras, Mais adiante, por cima do lavadouro, vários ciprestes-do-Buçaco.
Logo após a Vila das Fontes, n.° 14, tem-se uma vista, sobre a esquerda, para maciço de ciprestes, eucaliptos, araucárias, palmeira-das-canárias e folhosas diversas.
Relativamente à fauna deste percurso merecem referência, entre outros o andorinhão comum, o morcego-orelhudo-cinzento, o pisco-de-peito-ruivo, a salamandra-comum e o gavião.
Um guia de interpretação ambiental mais detalhado deste percurso pode ser obtido no Parque Natural Sintra-Cascais.
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