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PR 1 - Percurso de Santa Maria
1,9 Km Escala: 1:5.000 Equid: 5m
Descrição

O percurso inicia-se no Largo Rainha D. Amélia junto ao Palácio Nacional de Sintra (1), no Centro Histórico. Sendo a mais importante construção áulico-realenga do país, este Palácio tem na sua origem muito provavelmente o Palácio dos Wallis Mouros, devendo-se a sua traça actual fundamentalmente a duas etapas de obras, a primeira no início do séc. XV, com D. João I e a segunda no reinado de D. Manuel I, no primeiro quartel do séc. XVI.

Entre este Largo e o Turismo podemos iniciar a subida pelas Escadinhas Felix Nunes seguindo depois à esquerda pela Rua da Ferraria. Um pouco mais à frente, do lado esquerdo fica o Miradouro da Ferraria (2) que merece uma visita. Tomando a Rua Marechal Saldanha, subimos até à Fonte da Sabuga (3). de origem medieval e reconstruída em finais do séc. XVIII.

Da fonte, sobe-se a Calçada dos Clérigos, estando lá no cimo a Igreja de Santa Maria (4). (Ver CAIXA)

Depois da passagem pela Igreja, iniciamos a descida pela Travessa de Sta Maria, até ao Largo Sousa Brandão. Aqui temos de atravessar a estrada (com cuidado), tomar a Rua das Murtas e contornar o Parque da Liberdade.

Pela extrema Norte do Parque, as Escadinhas das Murtas conduzem-nos, na descida, até à Volta do Duche (5). Esta artéria deve o seu nome ao facto de aqui ter existido um estabelecimento de banhos públicos fundado em 1848, e encerrado em 1908.

Voltando para a esquerda encontramos o portão principal do Parque da Liberdade (6) que nos dá acesso ao seu interior, e, mediante aquisição de bilhete, ao Teatro Virtual (7), aí instalado.

Para terminar, é só seguir a Volta do Duche até ao Palácio da Vila, ponto de saída deste percurso, podendo ainda refrescar-se com a água fresca da Fonte Mourisca (8) a meio caminho. Esta fonte é do período romântico-revivalista.

Mesmo antes de chegar ao Palácio Nacional, do lado esquerdo, tem o Museu do Brinquedo (9). Albergando cerca de 20 000 peças pertencentes à Fundação Arbués Moreira, este Museu é, sem dúvida, digno de visita.


O reconhecimento e marcação deste PR - percurso pedestre de pequena roía marcado segundo as normas da Federação Portuguesa de Campismo - foi revisto em 2003 pela equipa técnica da Divisão de Desporto da Câmara Municipal de Sintra. As marcas com tinta, amarela e vermelha são as seguintes:

 

 

 

 


Qualquer anomalia ou alteração do percurso agradece-se o contacto para o tel.: 21 923 6134


CUIDADOS ESPECIAIS E NORMAS DE CONDUTA
Seguir somente pelos trilhos sinalizados
Evitar barulhos e atitudes que perturbem a paz do local
Observar a fauna à distância, preferencialmente com binóculos
Não danificar a flora e a vegetação
Não abandonar o lixo, levando-o até um local onde haja serviço de recolha
Respeitar a propriedade privada
Não fazer lume
Não recolher amostras de plantas ou rochas



A Serra de Sintra e a faixa litoral de Cascais à foz do Rio Falcão, constitui uma área de grande sensibilidade à qual, pelas suas características geomorfológicas, floristicas e paisagísticas, foi conferido o estatuto de Área de Paisagem Protegida em 1981 tendo passado a Parque Natural de Sintra-Cascais em 1994.

Um fabuloso conjunto de monumentos de épocas variadas, inseridos de forma harmoniosa no seu património natural, valeu a grande parte da encosta Norte da Serra de Sintra a classificação pela UNESCO, em 1995, de Património Mundial da Humanidade - categoria Paisagem Cultural. Em 1997 esta área foi integrada no Sítio de Importância Comunitária de Sintra-Cascais, constante da Lista Nacional de Sítios, no âmbito da Directiva "Habitats".


 

Fauna

A Serra é ainda refúgio para grande diversidade de fauna. Algumas espécies são frequentes como a geneta, a salamandra, o tritão-de-ventre-laranja, a raposa, a lagartixa-do-mato, embora nem sempre facilmente observáveis. Existem outras espécies raras e ameaçadas em Portugal, protegidas por legislação internacional, como a águia-de-Bonelli, o lagarto-de-água, a Víbora-cornuda, e a mais pequena espécie de morcegos da Europa o morcego-pequeno-de-ferradura.

Flora

No séc. XIX a Serra de Sintra tinha um aspecto nu, apresentando-se despida da vegetação primitiva de carvalhos, provavelmente desaparecida pelo alargamento do espaço pastoril e agrícola e pela intensificação da procura de lenha, carvão e madeira. O coberto vegetal só mais tarde foi reconstituído mas com a introdução de espécies exóticas, algumas das quais invasoras de crescimento rápido como a acácia e o pitósporo que hoje apresentam problemas para as cerca de 900 espécies de flora autóctone.

Descrição Ambiental

Digno de registo é a tomada de vistas sobre o maciço de arvoredo do Parque da Liberdade, tendo em fundo o Palácio Nacional que se desfruta da Rua das Murtas com plátanos, araucárias, ciprestes, pinheiros, cedros, palmeiras, eucaliptos e casuarinas ou falsos-pínheiros-do Japão, entre outros. Um pouco mais à frente, no inicio da escadaria, salienta-se o carrasco entre outras espécies características da flora mediterrânea. Relativamente à fauna deste percurso merecem referência, entre outros o morcego-orelhudo-cinzento, o andorinhão comum, a estrelinha-de-poupa, o rabirruivo-preto e o pisco-de-peito-ruivo. Um guia de interpretação ambiental mais detalhado deste percurso pode ser obtido no Parque Natural Sintra-Cascais.


Tipo de percurso
Circular

Duração média do percurso
1 hora

Dificuldade
Baixa, desnível pouco acentuado

Locais de pernoita
Vila de Sintra
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