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PR 2 - Percurso da Pena
4,5 Km Escala: 1:6.300 Equid: 5m
Descrição

O PERCURSO inicia-se no Largo do Palácio Nacional de Sintra (1), no Centro Histórico, Sendo a mais importante construção áulico-realenga do país, este Palácio tem na sua origem muito provavelmente o Palácio dos Wallis Mouros, devendo-se a sua traça actual, fundamentalmente, a 2 etapas de obras, a 1a no início do séc. XV, com D. João I e a 2a no reinado de D. Manuel I, no 1° quartel do séc. XVI.

Subindo a Rua das Padarias (2), voltamos à esquerda pelas escadinhas até alcançar a Rua da Ferraria. Continuando a subir esta rua, um pouco mais à frente, à esquerda, vale a pena ir até ao Miradouro da Ferraria (3), para depois continuar pelo asfalto até à Fonte da Sabuga (4), de origem medieval, que foi reconstruída em finais do séc. XVIII.

Da fonte, sobe-se a Calçada dos Clérigos estando lá no cimo a Igreja de Santa Maria (5), igreja do séc., XII, de estilo romântico-gótico de 3 naves. Logo acima, à esquerda, repare na Casa do Adro (6) onde viveu Hans Christian Andersen, poeta e escritor dinamarquês (1866).

O percurso continua pela Rua da Trindade, onde merece destaque o Convento da Santíssima Trindade (7) – fundado em finais séc.XIV, reconstruído após o terramoto de 1755, agora uma residência particular, Aproximamo-nos de São Pedro de Penaferrim (8), local em que se realiza, todos os segundos e quartos domingos de cada mês a célebre "Feira de S. Pedro", onde se encontra um pouco de tudo.

Seguindo agora pela Calçada da Penalva, tomamos a Rua Visconde Faro e Oliveira e continuamos pela Rua do Rio da Bica até à fonte com o mesmo nome (1875). Por um trilho, à direita, subimos até ao "Monte Sereno" (9), um castelo particular que se encontra a meia encosta da Serra de Sintra.

O percurso continua a subir pela Calçada da Pena até à entrada principal do Parque da Pena, onde é possível a partir daqui o visitante fazer uma incursão ao Parque e Palácio da Pena (10) (ver caixa), bastando para tal adquirir os respectivos títulos de ingresso na bilheteira.

Passando a porta rotativa, o caminho serpenteia por um misto de escadas e áreas planas. Sempre a descer, encontramos as ruínas da primitiva Capela de São Pedro (11) - séc XII, bem como a Álea Ferreira de Castro (12), onde se encontra o túmulo do escritor (1898-1974).

Já na Igreja de Santa Maria, o percurso repete-se, seguindo pela Calçada dos Clérigos, passando a Fonte da Sabuga, a Rua da Ferraria e descendo até ao Largo do Palácio Nacional. 



O reconhecimento e marcação deste PR - percurso pedestre de pequena roía marcado segundo as normas da Federação Portuguesa de Campismo - foi revisto em 2003 pela equipa técnica da Divisão de Desporto da Câmara Municipal de Sintra. As marcas com tinta, amarela e vermelha são as seguintes:

 

 

 

 

 


CUIDADOS ESPECIAIS E NORMAS DE CONDUTA
Seguir somente pelos trilhos sinalizados
Evitar barulhos e atitudes que perturbem a paz do local
Observar a fauna à distância, preferencialmente com binóculos
Não danificar a flora e a vegetação
Não abandonar o lixo, levando-o até um local onde haja serviço de recolha
Respeitar a propriedade privada
Não fazer lume
Não recolher amostras de plantas ou rochas


 

A Serra de Sintra e a faixa litoral de Cascais à foz do Rio Falcão, constitui uma área de grande sensibilidade à qual, pelas suas características geomorfológicas, floristicas e paisagísticas, foi conferido o estatuto de Área de Paisagem Protegida em 1981 tendo passado a Parque Natural de Sintra-Cascais em 1994.

Um fabuloso conjunto de monumentos de épocas variadas, inseridos de forma harmoniosa no seu património natural, valeu a grande parte da encosta Norte da Serra de Sintra a classificação pela UNESCO, em 1995, de Património Mundial da Humanidade - categoria Paisagem Cultural. Em 1997 esta área foi integrada no Sítio de Importância Comunitária de Sintra-Cascais, constante da Lista Nacional de Sítios, no âmbito da Directiva "Habitats".


Fauna

A Serra é ainda refúgio para grande diversidade de fauna. Algumas espécies são frequentes como a geneta, a salamandra, o tritão-de-ventre-laranja, a raposa, a lagartixa-do-mato, embora nem sempre facilmente observáveis. Existem outras espécies raras e ameaçadas em Portugal, protegidas por legislação internacional, como a águia-de-Bonelli, o lagarto-de-água, a Víbora-cornuda, e a mais pequena espécie de morcegos da Europa o morcego-pequeno-de-ferradura.

Flora

No séc. XIX a Serra de Sintra tinha um aspecto nu, apresentando-se despida da vegetação primitiva de carvalhos, provavelmente desaparecida pelo alargamento do espaço pastoril e agrícola e pela intensificação da procura de lenha, carvão e madeira. O coberto vegetal só mais tarde foi reconstituído mas com a introdução de espécies exóticas, algumas das quais invasoras de crescimento rápido como a acácia e o pitósporo que hoje apresentam problemas para as cerca de 900 espécies de flora autóctone.

Descrição Ambiental

Neste passeio destaca-se: a tomada de vista da fonte da Sabuga para a encosta sobranceira e vale onde se observam pinheiros, carvalhos, castanheiros, plátanos, pitósporos, ciprestes e palmeiras, entre outros, acima do Convento da Trindade, sobre o vale, observam-se araucárias, tuias, palmeiras, plátanos, criptomérias-do-Japão, nogueiras, e nespereiras, ainda o percurso que ladeia o Parque da Pena e entra no Castelo dos Mouros com toda a sua frondosa vegetação. Relativamente à fauna deste percurso merecem referência, entre outros o morcego-orelhudo-cinzento, o andorinhão comum, a estrelinha-de-poupa e o pisco-de-peito-ruivo. Um guia de interpretação ambiental mais detalhado deste percurso pode ser obtido no Parque Natural Sintra-Cascais.


Tipo de percurso
Circular

Duração média do percurso
1 hora e 30 min

Dificuldade
Alta, desnível muito acentuado

Locais de pernoita
Vila de Sintra
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