Aqui se recolhiam os seguidores da Lei de Moisés, num beco que fechava as portas pelas Avé-Marias, ou Vésperas, impedindo os seus moradores de sair, salvo motivo especial. Esta Judiaria sintrense, a exemplo do que sucedia por todo o reino, tinha a sua própria gestão e funcionários, como, por exemplo, o tabelião, porteiro e rabi. A sinagoga, ponto central desta pequena comunidade, situava-se no terceiro prédio depois de transpormos os portais da judiaria, já que de acordo com uma carta de aforamento de dois prédios urbanos datada de 1407, afirma-se que eles ficavam entre a sinagoga e a porta da Judiaria. |