Ouviu o visitante falar de Seteais e ficou curioso. O topónimo sugere-lhe ecos e lendas antigas de belas princesas mouras. Vai lá e não deu por perdido o seu tempo. No meio da romântica floresta tingida por românticos palácios, emergem surpreendentemente as linhas neoclássicas do Palácio de Seteais, empoleirado sobre o vale do Rio das Maçãs, onde a vista se estende e se deleita no retalho dos campos cultivados, o branco das casas saloias ao longe, e a linha azulada do mar ao fundo. Hoje uma requintada unidade hoteleira, Seteais foi edificado no último quartel do século XVIII pelo cônsul holandês Daniel Gildemeester, que o vendeu, nos finais da mesma centúria, ao 5º Marquês de Marialva, D. Diogo Vito. Este destacado nobre português acrescentou à primitiva construção um segundo núcleo, ligando-os por um arco encimado pelo brasão real e um medalhão que contém as efígies de D. João e de D. Carlota Joaquina, erguido em 1802. No seu interior, de notar as pinturas atribuídas a Pillement, o mobiliário único e uma decoração capaz de fazer reviver o espírito da época.
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